quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um amor correspondido

Ele disse que ela era uma roubada, falou na “lata”, sem rodeios. Pior, não era a primeira vez que escutava aquilo de um homem. Não entendia porque. Então essa é a imagem que passa? Tudo que queria era um relacionamento estável, um amor correspondido como dizia nos seus monólogos íntimos, seus diálogos com ela própria. Ta certo que não era um mar de romantismo, mas que fazer se duas ou três decepções na juventude afogaram de vez seus arroubos de paixão? Também vamos combinar que no fundo no fundo homem nenhum merece essa entrega total, vai lá se confiar... De confiança ela é que era. Ah, isso era sim que a traição não fazia parte do enredo da sua vida. Talvez mais por preguiça, um homem só já dava um trabalhão que dirá dois então. Não sabia mesmo o motivo das desconfianças. Escutara de outro que “era uma mulher de deixar o homem na pista de braço dado com a paixão”. Eu??????? Não, não era. E por mais que se esforçasse não conseguia tirar essa má impressão. Admitia, com ressalvas, ser um pouco seletiva, outro têrmo muito usado nos tais diálogos íntimos, ou monólogos, sei lá. Os pegajosos a enjoavam, logo, de início, fazendo-a dar o cartão vermelho. Já os ausentes despertavam sua raiva, tendo o mesmo destino. Os que dividiam contas colocavam uma pedra sobre o romance, na lápide escrito: “aqui jaz um mão de vaca”. Os bonitos despertavam sua desconfiança e, embora consciente de seu preconceito, os temia infiéis, narcisos ou gays. Os feios sua aversão. Os pobres, desculpe mas, tinha que pensar em seu futuro. Os muito ricos achava que viviam em mundos opostos, difícil de conciliar. Nunca teve queda por mais jovens, já os mais velhos quando já não tem compromisso certamente não querem um, acha. Os muito instruídos pedantes, os pouco, simplórios. Os muito altos ficava estranho o casal, os muito baixos nem pensar. Reconhecia a dificuldade. Não por culpa sua, mas pela falta de opções. Tudo que queria era um amor correspondido. Só não entendia a razão da demora em encontrar.

Uma mulher, uma bruxa,uma princesa, uma diva

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

mosaico

Fotos, recortes, antigos e novos que trazem histórias e sonhos mosaico de vida que aos poucos componho

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Todo dia é dia de festa

Será o amor algo para causar sofrimento e dor?
Não, não é não, tenha certeza.
E se é só isso que recebe em troca do seu sentimento,
há algo errado, consulte seu coração.
Feche para balanço, analise e
compense o estrago com melhores momentos.
Fácil também não é não,
mas o que em nossa vida recebemos na mão?
O amor tem que trazer prazer e alegria.
Se está difícil de achar aguarde sem nostalgia.
E enquanto espera divirta-se,
faça uma festa sozinha
compre um presente e coma bolo na confeitaria.
Comemore o seu próprio dia!

domingo, 24 de outubro de 2010

Labirinto




Esqueci-me do fio quando entrei no labirinto da minha cabeça
e agora
já não posso mais voltar...